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terça-feira, 29 de julho de 2014

Tangerino

Os Cabocos do Sertão


Boiadeiro


Nas Correntes de Alguns dos Juremeiros temos um Mestre que muitos o chama de Caboclo, mais é o caboco do Sertão são uma das 3 profissões com o manejo do Gado, vamos falar de cada uma delas. 

Ciclo da Pecuária


O Ceará era habitado ancestralmente por indígenas dos troncos Tupi (Tabajara, Potiguara, Tapeba, entre outros) e Jê (Kariri, Inhamum, Jucá, Canindé, Tremembé, entre outros), cujas tribos ainda hoje denominam vários topônimos no Ceará
A pecuária chegou ao Brasil no século XVI, na época das capitanias hereditárias, por Tomé de Sousa, encontrando condições favoráveis ao seu desenvolvimento. Esta veio com o propósito de transportar cargas e pessoas, e de movimentar os engenhos com os chamados trapiches (força motriz).
No século XVII, com o maior desenvolvimento da cidade de Salvador, o gado foi, naturalmente, levado a regiões mas afastadas: da Praia do Forte até a região de Feira de Santana (referências atuais).
Além disso, a pecuária estava vinculada à economia de subsistência, fornecia couros e carnes para o consumo interno das grandes propriedades. Esse foi um grande passo para o começo da primeira grande comercialização interna da colônia.
Fator essencial no povoamento de novas terras, o gado, no início, era propriedade dos donos de engenho e somente em meados do século XVII surgiu a figura do proprietário da fazenda de gado.
Foi nessa época, também, que o gado tomou a direção do interior, com uma estrutura baseada na grande propriedade, no trabalho livre e assalariado e na técnica extensiva, com a descoberta do ciclo do ouro.
Outras frentes colonizadoras surgiram com a instalação da pecuária na capitania através dos “sertões de dentro” e “sertões de fora”, com levas oriundas respectivamente da Bahia e de Pernambuco.
Vilas como Icó, Aracati, Sobral (ceara) e outras surgiram do encontro de rotas do gado tangerino, que era levado até as feiras ou fregueses. Mais tarde, o custoso transporte do gado perdeu importância para a produção da carne de charque que, no final do século XVIII,

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Tangerino


É o Homem calmo que buscava no porto ou nas localidades onde encontrava os Gados chegados nas capitanias, como no Grato e tangendo a Itabuna exemplo.
O Tangerino seguia à Pé Tangendo o Gado pelo Sertão de um ponto ao outro, O Tangerino tinha que ser um Homem Calmo, pois o Gado já era teimoso.
No meu caso em questão (Mestre Neto) nas minhas correntes eu tenho é um Tangerino por nome Mestre Tangerino Zé Ferreiro;

Uma de suas cantigas e ou Lírios fala assim:

Do Crato a Itabuna
É uma grande jornada,
É Gado para Tanger
È meu cavalo na malhada.
Mas se eu tiver um bom trago
Um cachimbo e uma Mulata,
Não se ver o dia passar
nem se morre na jornada.
Ê, ê, ê, ê meu boi não cansa.
Seu Zé Ferreiro quando vem só para em Bragança. 

Mestre Tangerino Zé Ferreiro, é um mestre que era um eximo montador de cavalos, o que diferencia ele dos demais Tangerinos, que gostava também das Vaquejadas mais era a sua profissão Tangerino, os outros seguia à Pé pelo Sertão do Ceara, a Bahia, na Paraíba que era o seu estado, onde tinha trabalho lá esta ele.
As suas profissões, do Mestre Zé Ferreiro eram de ser um Tangerino e Ferreiro, puxava um gírio com dois, Balaios e embornal com ferramentas que por onde passava da auxilio também de sua outra profissão além de ervas e garrafas e algum objetos que leva por encomenda das capitanias das vendas ou do “costume” como se falava na época.            Seu nome era Zé Ferreira conhecido por Tangerino Zé Ferreiro, não vamos confundir com o cangaceiro Zé Ferreiro.
A pronúncia é gírico, mas a escrita é gerico, que é sinônimo de jumento, fazendo-se a associação com ‘burro’, desprovido de inteligência e no caso de instinto de sobrevivência, já que os animais reagem através dele.
O jerico é um animal explorado em função de sua força, mas é meio teimoso.
Você já deve ter ouvido falar, ‘empacou feito um jegue’ e ‘teimoso como uma mula’. Todas essas referências são pejorativas em função das características do animal.
O Tangerino uma profissão que se acabou rapidamente pelo progresso, mais ficou a sua História sofrida pelos sertões e catinga, A Figura do Tangerinos são pessoa muito calmas, que em seus jacas e balaios arrastando o forte e teimoso gírico, levava presente para os índios que encontrava pelo caminho para tê-los como amigos.
Municípios do Estado da Paraíba, surgiu em meados do século XVIII, quando a região servia de pousada para os mercadores e Tangerinos de Gado que praticavam o comércio entre Mamanguape que na época era conhecida como Monte Mor, Guarabira e os sertões da então província da Paraíba. Alguns desses mercadores estabeleceram relações de amizade com os índios Guandus e fixaram-se num lugar conhecido como Rio dos Araçás.
Fazia na verdade que depois de sua profissão foi extinta surgiu o caixeiro viajante. Porem os Tangerinos era Em Juremados pelas os Pajé de uma Tribo que pega mais afeição, e na sua passagem o bravo e sofrido mestre se encanta no reinos da Jurema Sagrada.
O Tangerinos vestia calças de couro, gibão de couro, para peito, (uma espécie de colete só com a frente que cobria abaixo da cintura ao pescoço), e o chapéu de couro, roupas mas com o tom da cor da terra para ser mais fácil de lavar quando encontrava água para o gado. 

Boiadeiro


Os Boiadeiros da se o  início de seus trabalhos quando Terminava a do Tangerinos, porem como a figura do Tangerino não tinha mais, o Boiadeiros passou a levar o gado para venda de uma fazenda para a outra.
As Atividades com a lida do Gado em modo geral eram de sua responsabilidade, nas horas de folga, bebia uma cachaça ganhado do Coronel dono do Engenho. E cantava a saudade que tinha de sua terra e ou sua amada.
Os Boiadeiros são muito unidos pelo motivo que todos sabem o sofrimento do outro, vai na lida juntos, e todas horas boas e ruins, são irmãos um do outro de coração.
Na Colonização do Brasil os produtores de  açúcar, de depois o alambiques cujo o qual quem descobriu por acidente a pinga foi os escravos, que moeu muita garapa e  depositou nos cochos, e essa fermenta, com medo da chibata leva ao fogo para fazer a rapadura ou o açúcar, e como tudo isso era feito em lugares fechados, o valor do caldo da  cana subia e caia em suas costas cortada pela a chibata e assim ardia, dai o nome água ardente, o senhor do engenho chegou na senzala tava todos cantando e muitos alegre, notou que aquilo era embriagues, mais como se estava fechados e não tinha bebidas para tantos negros assim, então a nossa cachaça, ou pinga foi descoberta assim para a alegria dos Boiadeiros que o mais o consumia.
Utilizando a força animal do boi por excelência, para cuidar das boiadas e de outros animais do pasto, nasceu dessa atividade um tipo característico conhecido pelo nome de Carreiro ou Boiadeiros.
O Boiadeiro é antes de tudo um homem forte, Másculo, Ingênuo, Respeitador, Humilde, Corajoso, Namorador, Sincero, Companheiro, morava, nas fazendas e engenhos era muito festeiro.
Suas predileções eram: Gostava de um bom Alazão, De sua Rede, A Goiaca, Maringa, Uma sela Bonita, um Colete de Couro enfeitado, Chapéu de Couro, É um Céu cheio de Estrelas, Um Berrante, Alguns tinha a sua Rebeca e um instrumento de corda parecido com a viola.
Seus Lírios falam de suas Trajetórias e Alegria, notamos que o Boiadeiros quando manifesta nas giras, ele são alegres, e canta invocando os seus irmãos e companheiros para relembrar os seus tempos, conversa entre si, canta desafio um para o outro, bebe juntos ate ficar embriagados e deixa o terreiro com um ar de Paz e alegria com que compartilha a sua presença.

Lírios (cantigas):

1.

A Minha Faixa É Vermelha, Meu Cavalo É Alazão,
Tenho O Meu Chapéu De Couro, A Minha Guiada Na Mão.

 2.

Meu Chapéu De Couro, De Deus E Abençoado,
Oi Daí Me Licença Meu Senhor
Pra Entrar No Seu Reinado.

Suas cantigas tem uma sequencia de sua Histórias e Objetos que gostava, que lembra o seu tempo, e referências a sua força na espiritualidade

Vaqueiro


O Vaqueiro é a figura do Homem forte, corajoso, totalmente destemido, valente, de palavras certeiras, muito franco, lealdade, não temia a Morte e o Inimigo era o seu brinquedo.
O Vaqueiro era o Homem criado solto sem patrão, quando o senhor de engenho, queria reunir o seu gado no meio da catinga, pois naquela época o gado em sua maioria era criado solto na brabeza, pois não havia cercas dai o gado totalmente selvagem, não poderia ter medo tinha que ter essas características, pois os fracos eram mortos pelo gado bravo, dai surge a Vaquejada.

História


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Na época dos Coronéis, quando não havia cercas no sertão nordestino, os animais eram marcados e soltos na mata.
Depois de alguns meses, os Coronéis reuniam os peões (vaqueiros) para juntar o gado marcado.
Eram as pegas de gado, que originalmente aconteciam no Rio Grande do Norte. Montados em seus cavalos, vestidos com Gibões de Couro, estes bravos vaqueiros se embrenhavam na mata cerrada em busca dos bois, fazendo malabarismos para escaparem dos arranhões de espinhos e pontas de galhos secos.
Alguns animais se reproduziam no mato. Os filhotes eram selvagens por nunca terem mantido contato com seres humanos, e eram esses animais os mais difíceis de serem capturados.
Mesmo assim, os bravos vaqueiros perseguiam, laçavam e traziam os bois aos pés do coronel. Nessa luta, alguns desses homens se destacavam por sua valentia e habilidade, e foi daí que surgiu a ideia da realização de disputas.
O Rio Grande do Norte é apontado como o estado que deu o primeiro passo para a prática da vaquejada. A cidade de Currais Novos-RN é o berço das vaquejadas, essa tradição é mantida até os dias atuais, em Currais Novos RN todos os finais de semana tem Vaquejada, é muito comum os pátios nas fazendas e até mesmo na zona urbana.
No Nordeste, desde a colonização, o gado sempre foi criado solto. A coragem e a habilidade dos vaqueiros eram indispensáveis para que se mantivesse o gado junto.
O vaqueiro veio tangendo os bois, abrindo estradas e desbravando regiões. Foram eles os grandes desbravadores do sertão nordestino, e muito especialmente do sertão do Seridó, região cheia de contos e lendas de bois e de vaqueiros.
O Caboco Vaqueiro Mestre José Avelino ou Zé Tomba Serra, no Discípulo Juremeiro Graúna, conta a sua historia e perseguição que tinha por pessoas que os invejarão a sua boa sorte, pois a vaquejadas nos engenhos era bem compensado, dai atraia muitos inimigos, os vaqueiros em sua maioria eram mestiços ou índios, é claro que não é uma Regra isso e na maioria.
O Caboco Vaqueiro Mestre José Avelino e um Homem Valente, destemido e por ser descendente de índio, e aprendiz da bruxaria européia, possuía rezas braba como se falava na época, casou e obteve filhos, e foi passado para a Jurema se encantando em um Mestre Esquerdeiro Zé Avelino o Tomba Serra.

Lírios: 

Eu Tenho Meu Chapéu De Couro,
Eu Tenho Minha Guiada,
Eu Tenho Meu Lenço Vermelho,
Pra Tocar Minha Vaquejada.

Caboclo Arranca Toco

Caboclo Arranca Toco


Caboclo Arranca Toco, Caboclo Bravo, Caboclo Rompe Mato, três amigos inseparáveis sendo que Arranca Toco e Caboclo Bravo foi mais catequizado.
Caboclo Arranca Toco é uma entidade chamada de Triodo que responde como caboclo, como mestre e como Guardião é também sendo guardião e um Bruxo também e ou um mestre esquerdeiro.

NA SERRA DO ARARIPE EXISTE TRÊS MESTRES ENCANTADOS DE VALOR


Serra do Araripe, palco de Grandes Lutas, uma marca vergonhosa de massacre de um povo pacato que foi obrigado a brigar para defender os seus direitos, e muitos mortos injustamente.

Na Serra do Araripe temos vários caboclos,(índios) Cabocó (mestiços), que ate hoje vem na Jurema Sagrada, para ajudar as pessoas, mesmo tendo o sentimento que o seu povo foi eximidos perdendo os costumes e hábitos natural, obrigado a ceder ao que desejar o homem Branco para sobreviver.
Os Jesuítas fazia a sua própria leis chegaram no Brasil em 1549 e expulso em 1759.
Há Caboclos que são Triodos, que vem como Caboclo, Mestre, e Mestre Guardião. Que manifesta como 3 formas no catimbo. Mas tudo tem os seus Horários.
As primeiras horas do dia que se inicia as 4 horas da Manha até as 9 horas são os caboclos que encantados que quase não passa a terra, das 4 horas da manha até ao 12 horas (meio dia) os caboclo em maneira Geral.
Os Mestres são do Meio Dia até as 21 horas e tem os Guardiões dos Portais que responde conforme os ciclos das horas. Porem há guardiões que após as 21 horas ate as 3 horas são Mestres Esquerdeiro e ou Bruxos.
Das 3 horas da manha as 4 horas da manha e a hora morta, ou seja e a troca do ciclos, onde ate as cachoeiras, as matas tudo faz o silencio profundo.
Os antigos fala que e o horário que a natureza dorme que renova as energias 

São Caboclos (índios)


Mestres Caboclos que são catequizados passou a trabalhar e conviver fora da aldeia,  fazendo trabalhos dos homens Branco.

Guardião e o Mesmo que Mestre Esquerdeiro: São Mestres que conheceu a lei do homem branco que fez guerra e matou não por sua causa indígena mais sim pela determinação dos colonizadores. era índios feiticeiros. ao passar para a Jurema guarda uns dos os portais de encantamento . 

Alguns dos Encantados da Serra do Araripe.

  • Caboclo Arranca Toco,
  • Caboclo Bravo
  • Caboclo 7 Montanha
  • Caboclo Rompe Mato
  • Caboclo Vira Mundo
  • Caboclo Quebra Galho entre outros.


Serra do Araripe - Crato


 Texto: Evandro Rodrigues de Deus

O Crato, é uma cidade pacata situada na região do Cariri, mais precisamente ao Sul do Ceará, ao sopé da Serra do Araripe.
Berço da tribo Cariri, índios que habitaram a localidade durante muito tempo.
A região era uma aldeia habitada pelos índios Cariris, um povo pacato, característica que os batizou com esse nome porque no falar de Porto Seguro, Kiriri significa: Calado, tristonho, sincero. Irineu Pinheiro em sua obra O Cariri diz que a palavra Cariri é oriunda de CAA (Mato) e IRA (Mel), ou CAI (Queimado), IRA (Mel) ou RIRÊ (Depois que).
A tribo subdividia-se em grupos de diversas denominações, de acordo com os dialetos falados: Quixeréus, curianêses, Calabaças, Cariús, Tremembés, Pacajus, Icós, Cariris, Carirés, Jucás, Jenipapos, Jandaias, Sucurus, Garanhuns, Chocos, Fulniês, Acenas e Romaria. Qualquer índio da região era conhecido como Cariús, por ser a maior tribo existente na época.
Os índios Cariris eram originários da Ásia e chegaram ao novo mundo pelos rios Amazonas e Tocantins. Dois tipos étnicos chegaram à América no período neolítico: os Sudésticos e os Brasilídios, a procura de um lugar que lhes dessem melhores condições de vida.
Os Brasilídios geraram 12 tribos que se espalharam e povoaram quase que completamente o continente sul americano. Expulsos pelos Tupiniquins e Tupinambás abrigaram-se à sombra das matas da Borborema, dos Cariris velhos e novos, fixaram-se no leito de alguns rios como: Jaguaribe, Acaraú, Assú e Apodi, etc.
Alguns prosseguiram a sua migração que só foram detidos pelas águas caudais do Rio São Francisco, difícil de serem transpostas e então assenhoraram-se da vasta região que compreende este rio.
Uma dessas tribos foi a nação Cariri que chegou ao sul do Ceará nos séculos IX e X da era Cristã em busca de terras férteis, úmidas, quentes e de fácil plantio, de onde pudesse retirar o sustento da família e consequentemente melhor a qualidade de vida. Encontraram no Cariri, mais precisamente no Crato, o ambiente propício às suas aspirações; com suas fontes e riquezas naturais a região propiciou-lhes uma vida fácil e primitiva, retirando da natureza, em abundância, uma diversidade de alimentos como macaúba, babaçu, piqui e araçá, dentre outros.
Dedicaram-se ainda ao plantio da mandioca, do milho e do algodão. A caça e a pesca farta nas matas e rios fazia do ambiente um verdadeiro paraíso tropical onde suas famílias puderam viver em paz durante muito tempo.
A vida na tribo era tranquila. Suas residências eram construídas com a palha da palmeira. Usavam utensílios feitos de forma artesanal como cabaças, cuias e coites. Fabricavam seus utensílios domésticos .
Dentre eles destacamos o pilão de socar, a arupemba, o abano, esteiras de palha de palmeira e artigos feitos em cerâmica como vasos, pratos e panelas onde podiam fazer seus cozidos provenientes da farinha de mandioca, (produzida em estilo rudimentar, em casas de farinhas primitivas). e do milho. O bejú, a tapioca, a puba, a canjica, o cuscuz e muitas outras receitas nutritivas vieram dos nossos antepassados indígenas.
A maioria destes costumes, comidas e ambientes foram e são utilizados pelas comunidades, até mesmo nos nossos dias.
Nos séculos XVII e XVIII, na Serra do Araripe, os índios cariris foram descobertos pelos povoadores do ´Ciclo do Couro` de Sergipe, Pernambuco e possivelmente da Torre da Bahia. Missões Indígenas espalhados pelos Sertões Pernambucanos catequizaram e civilizarão a tribo Cariri. Documentos antigos relatam a presença dos missionários na região à partir de 1730. È aí que se inicia a história do Crato.

Domingos Jorge Velho

Bandeirante Responsável por Vários Massacre


Fonte de Origem: Fernando Rebouças

Bandeirante Brasileiro, Domingos Jorge Velho nasceu em Parnaíba, Capitania de São Paulo, em 1641; faleceu em Piancó, capitania da Paraíba, em 1705. Trabalhou como Mestre de Campo no Governo de Estevão Parente.
Era filho de Francisco Jorge Velho. Começou a perseguir índios no nordeste brasileiro na segunda metade do século XVII. Foi proprietário de fazenda no interior do atual estado de Pernambuco, às margens do rio São Francisco.
Desbravou as serras de Dois Irmãos Paulistas, Rio Canindé (regiãodo estado do Piauí),  Chapada do Araripe, rios Salgado (atual estado do Ceará), entre outras regiões nos anosde 1671 a 1674.
No Ceará, seguiu sozinho para lutar contra os índios cariris, antes já havia acompanhado Domingos Afonso Sertão e expedição ao Piauí. Foi fundador do arraial do Piancó em 1676.
Logo depois, Piancó foi destruído pelos cariris, se vingou destruindo a tribo .
Em 1680, fixou-se na região do rio Piranhas, onde formou um fazenda no rio Piancó.
Assinou as condições do plano de atacar o Quilombo dos Palmares com o governador João Cunha Souto Maior, em 3 de março de 1687.
As condições foram confirmadas em 1691, pelo governador de Pernambuco, Marquês de Montebelo, sendo o contrato ratificado pela Carta Régia de 7 de abril de 1693. (leia mais sobre a Guerra dos Palmares).
Dois anos depois, com a ajuda de Bernardo Vieira de Melo, destruiu o quilombo, fato que marcou a morte de Zumbi.
Em 1699, chefiou expedição para combater a Confederação dos Cariris, acompanhado de missionários e tenentes. Domingos Jorge Velho recebeu patente de mestre de campo.

Yara

Yara vem dos Índios Yanomâmis


Os Yanomâmis são as Tribos indígenas mais conservadores e primitivos em seus costumes e com várias lendas.
Para a Jurema Sagrada catimbó e outras seguimentos do espiritismo a Yara manifesta como uma Cabocla.
No Tambor de Mina Gege e Nago todos os encantados e chamados de caboclo.
Sendo assim Yara é uma índia encantada das águas e que se apresenta na forma de uma sereia.
No Reino das Águas Claras ou Reino de Rio Verde se localiza no final do Rio Amazônas nas mediações da Ilha do Marajo, onde e o final de todos os afluentes.
Veja na História do Caboclo Solimões, Caboclo Rio Negro, Caboclo Rio Verde que o encantamento do Rio Amazonas, Caboclo Rio Mar e ou Caboclo Maresia que o encantado do Mar Doce que vai do Grão Pará ao Amapá.
Neste Reinado das Águas Claras e ou Reino de Rio Verde tendo como sua Rainha Aurora, e ligado a ele o Príncipe Fleximar, Princesa Flora, Princesa Yara, Marinheiros, as Meninas das Saia Verde, Príncipe Boto, podemos afirmar que um reinado de personagem lendarias do amazonas pois foram índios que se encantarão em vida que seus corpos sumiu na natureza encantando-se.

Lenda da Yara


Origem da lenda da sereia, personagem do folclore brasileiro, lenda da região amazônica, características.

Iara: uma lenda de origem indígena



Introdução


_ Também conhecida como a “mãe das águas”, Iara é uma personagem do folclore brasileiro. 
_ De acordo com a lenda, de origem indígena, Iara é uma sereia (corpo de mulher da cintura para cima e de peixe da cintura para baixo) morena de cabelos negros e olhos castanhos.
_ A lenda conta que a linda sereia fica nos rios do norte do país, onde costuma viver. →Nas pedras das encostas, costuma atrair os homens com seu belo e irresistível canto. 
_ As vítimas costumam seguir Iara até o fundo dos rios, local de onde nunca mais voltam. 
_ Os poucos que conseguem voltar acabam ficando loucos em função dos encantamentos da sereia. 
_ Neste caso, conta a lenda, somente um ritual realizado por um pajé (chefe religioso indígena, curandeiro) pode livrar o homem do feitiço.

Origem da personagem


_ Contam os índios da região amazônica que Iara era uma excelente índia guerreira. 
_ Os irmãos tinham ciúmes dela, pois o pai a elogiava muito. Certo dia, os irmãos resolveram matar Iara. 
_ Porém, ela ouviu o plano e resolveu matar os irmãos, como forma de defesa. 
_ Após ter feito isso, Iara fugiu para as matas. Porém, o pai a perseguiu e conseguiu capturá-la. 
_ Como punição, Iara foi jogada no Rio Solimões (região amazônica). 
_ Os peixes que ali estavam a salvaram e, como era noite de lua cheia, ela foi transformada numa linda sereia.

Curiosidade: A palavra Iara é de origem indígena. Yara significa “aquela que mora na água”.

Canindés

O Reis Canindé do “Reino de Canindés”

O Caboclo Guerreiro da Jurema Sagrada.
O Guardião do Portal dos Caboclos

Todo Juremeiro sabe a grande importância que tem este Reinado da Jurema, em questão o Reis de Canindés ou Rei Canindé, foi um grande Guerreiros, Grandes Caçadores, é ha grandes atos de Pajelança, e encantava os seus antepassados em troncos.

Reis Canindé, e toda a sua correntes dos caboclos desta aldeia, de origem tapuia.

Décimo Primeiro Reino da Jurema Sagrada

É o Reino de Canindé

Este é um Reinado muito importante da Jurema Sagrada Catimbó, e há quem diga que é por ele que encontramos as explicações e os motivos de existirem os sacrifícios de animais para a Jurema. Local onde há a unificação das várias etnias de índios em um só local vivendo em sua harmonia cultural, com suas pajelanças e mitos. Neste Reinado como o próprio nome diz quem Rege é o Rei Canindé o filho de Tupã, Senhor das Festas, Bebidas e da Guerra.

Os Canindés (ou Kanindé) são um povo indígena que vive nos municípios de Aratuba (Sítio Fernandes), Aratuba vem do tupi-guarani ara (pássaro) e tyba (abundância, grande quantidade) e significa abundância de pássaros, passarada.

Aratuba eram habitadas por índios de origem tupi=guarani, como os Canindés.

Sua formação como núcleo urbano aconteceu lenta e pouco desenvolvida no século XVIII, com as catequeses do Jesuítas e pessoas oriundas de Baturité, e outras provenientes de outras regiões, notadamente do semiárido cearense, atraídos pelo clima e condições frutícolas. 
Referindo-se à Aratuba, o Historiador cearense Gustavo Braga diz que: “Suas cachoeiras e sua paisagem bucólica são locais de lazer para uma profunda reflexão de vida”.
São os Canindés (Fazenda Gameleira) no Estado do Ceará.

A palavra Canindé vem do tupi-guarani kanindé, e tem várias significações:

A Tribo de índios mencionados e que, primitivamente, habitam as margens dos rios Banabuiú e Quixeramobim.
Uma grande tribo de Tarairius, que vivia na região central do Ceará pelo sertões de Quixadá, Canindé e Alto Banabuiú, Quixeramobim;
Segundo Paulino Nogueira: uma espécie de arara de plumagem amarela, chamada guacamaio ou um psitacídeo (Arararaúna).
Sua denominação original era São Francisco das Chagas do Canindé e, desde 1914, Canindé.

História

Os Canindés são associados aos Janduís e aos Paiacus, compondo grupos que descenderiam dos Tarairus.
O nome dos Canindés está ligado a seu chefe histórico Canindé, mais importante na tribo dos Janduís, que comandou a resistência deste povo no século XVII, o que forçou o Rei de Portugal à assinatura de um tratado de paz em 1692, tratado este que foi posteriormente descumprido pelos portugueses.
Seus descendentes ficaram desde então conhecidos como Canindés em referência ao Histórico líder e à ancestralidade.
Os Canindés têm por tradição oral serem originários da área que compreende o atual município de Mombaça, tendo percorrido junto aos seus parentes Jenipapos-canindés trajeto pelas margens do rio Curu, passando por Quixadá entre os rios Quixeramobim e Banabuiú, até chegar às suas atuais terras.
A história dos Canindés é marcada desde tempos remotos por uma série de deslocamentos forçados.
Entretanto, conseguiu os Canindés manter laços de parentesco entre as duas comunidades que compõem o grupo entre o sertão central e a serra de Baturité.
A região das nascentes e margens do rio Curu e seus afluentes, bem como do os afluentes do Choró, era habitada por índios de origen Tapuia: Jenipapo, Kanyndé.
A partir do século XVII, os portugueses começaram a ocupar estas terras, via o sistema de sesmarias, para a criação de gado e a lavoura no ciclo econômico de carne de sol e charque.
Em 1775, o sargento-mor português, Francisco Xavier de Medeiros, estabeleceu-se às margens do Rio Canindé, e logo depois iniciou a construção de uma capela em honra a São Francisco das Chagas, que é o marco histórico e religioso de Canindé.
Esta capela ficou pronta em 1796, depois de disputas jurídicas e paralisações devido a Seca dos Três Setes (1777) e também a seca de 1793.
A primeira imagem de São Francisco, que veio de Portugal, é mais conhecida como São Francisquinho.
Os Canindés possuem forte cultura de caça herdada de seus antepassados.
Têm conhecimento de utilização de diversas armadilhas como o Quixó de Geringonça, que utilizam para capturar mocós, tejos, cassacos, pebas, veados, nambus, seriemas e juritis, tendo sempre o cuidado de não violar o período de gestação dos animais.
O respeito à sustentabilidade é passado de geração em geração visando à manutenção da caça através dos tempos.
Em 1996, foi aberto à visitação o Museu dos Kanindé, no qual merece destaque o trabalho em madeira com instrumentos de caça e dança, entre outros artefatos

HISTÓRIA DOS INDIOS KANINDÉS

(Fonte: São Francisco de Canindé na Literatura de Cordel, Viana, Arievaldo – Edições Livro Técnico, 2002

Curiosidades

A revista Caros Amigos publicou mensalmente em 12 fascículos, entre 2000 e 2002, uma coleção intitulada REBELDES BRASILEIROS, dentre os quais figura Canindé, chefe indígena que viveu no Século XVII e que forçou a assinatura de um tratado de paz com o Rei de Portugal Dom Pedro II (Não confundir com D. Pedro II, imperador do Brasil, que viveu quase dois séculos depois).
Em determinado trecho, o fascículo sobre o chefe indígena Canindé explica a origem do nome da tribo dos Canindés. 
Vejamos o texto da jornalista Fernanda Sposito, autora do fascículo: 
“Os Janduís, nação indígena que ocupava diversas áreas das capitanias de Pernambuco, Paraíba, Itamaracá e, principalmente Rio Grande (do Norte), eram da etnia dos Tarairiús”.
Entre os índios dessa etnia havia o hábito de chamar o próprio povo pelo nome de seu líder.
Assim, os Janduís (ancestrais dos índios Canindés) adquirem esse nome em virtude do seu antigo líder, Janduí.
Quando morreu Janduí, quem o sucedeu na liderança do grupo foi Canindé, guerreiro de destaque. 
“Os índios que descenderam das tribos comandadas por Canindé passaram a se chamar de Canindés, embora continuassem sendo conhecidos pelos portugueses como Janduís”.

HOLANDESES RETRATARAM TRIBO DOS CANINDÉS EM

Mais adiante, Fernanda Sposito traz alguns esclarecimentos sobre os traços físicos e culturais desses nativos: 
“Os holandeses pintores, cronistas, historiadores deles deixaram vários registros, mesmo porque foram seus aliados quando ocuparam o Nordeste brasileiro”.
Nesses registros, eles aparecem como homens e mulheres fortes e com o corpo bem desenvolvido. Eram guerreiros temidos por outros indígenas.
Lutavam com grandes pedaços de madeira como arma, que era mortal. Tinham rituais de ocupação da terra, que pareciam jogos esportivos, em que alguns deles levavam um grande tronco de árvore às costas, em disparada até o território do qual pretendiam a posse. Iam periodicamente a busca de novos locais para ocupação, pois eram povos nômades, coletores e caçadores. 
Praticavam “a antropofagia ritual, assando os restos de entes queridos e misturando as cinzas à comida”.
Pois bem, desse trecho pode-se chegar a diversas suposições: 
a primeira delas é que, como se tratavam de povos nômades, a tribo dos Canindés pode ter ocupado temporariamente essa região que compreende os Sertões de Canindé, durante o século XVIII, conforme sugerem alguns historiadores.
O pesquisador Francisco Magalhães Karam assegurava que quando os colonizadores portugueses aqui se estabeleceram, o local já se chamava Canindé. Havia recebido esta denominação dos próprios nativos.

COMUNIDADE DA REGIÃO SE DIZ

DESCENDENTE DA TRIBO DOS CANINDÉS

Ultimamente, uma comunidade que vive na fronteira de Canindé com o município de Aratuba luta para ser reconhecida pelas autoridades como descendentes da famosa tribo dos índios Canindés.
A Assembleia Legislativa do Estado do Ceará criou comissão de estudos para reconhecer a comunidade como tal. O jornal Santuário de São Francisco, órgão da Paróquia de São Francisco das Chagas, informa em sua edição de junho de 2001 que em 1738, o padre Ezequiel Gameiro foi encarregado de catequizar 30 casais de Genipapos e 40 casais de Canindés, aldeados na Serra do Uruquê e no Rio Choró. A comunidade que reivindica o reconhecimento seria descendente dos membros desta missão. 

A TRIBO E A ARARAA

Arara Canindé, cujo nome científico é Ara ararauna (Linné), trata-se de uma espécie de dorso azulado e peito amarelo que mede cerca de 85cm. e costuma viver em várzeas, com buritizais e babaçuais em beira de matas. 
Esta informação pode ser conferida na home-page da Petrobrás, que mantém uma equipe de biólogos interessados em pesquisar, catalogar e preservar a fauna brasileira. 
Os índios costumavam denominar de “canindé” os animais de dorso escuro e peito claro. Desse modo, existem a cabra, o jumento e a arara canindé. Além de serem bonitas, as araras canindés tinham mais uma qualidade: eram barulhentas, fato que teria impressionado o “rei” Janduí a adotar esse nome para o filho que o sucedeu no comando da tribo. Augusto Rocha, em seu trabalho já mencionado, afirma que o primeiro habitante da localidade onde foi erguida a capela primitiva de Xavier de Medeiros foi um caboclo chamado Gonçalo, descendente da tribo dos Canindés.

ONDE HABITAVA A FRAÇÃO PRIMITIVA DA TRIBOM

As, voltemos aos índios Canindés. Padre Neri Feitosa nos informa que os Canindés e Jenipapos habitaram os sertões do Curu, as margens do Quixeramobim e do Banabuiú, que falavam a mesma língua e tinham a mesma cultura. Era um grupo étnico que dominava um vasto território do Nordeste Brasileiro. “Nossos índios tinham consciência de que estas terras eram suas e as defenderam com lutas perseverantes e com as próprias vidas. Perderam as terras, porque perderam a guerra, mas resistiram enquanto foi possível. Perderam a batalha porque os brancos tinham armas de fogo e eles não; a luta era desigual”, diz Pe. Neri.
Dentre as muitas táticas utilizadas pelos índios para assegurar sua sobrevivência estava a de fingir-se pacificados e aliados dos colonizadores, como acabou ocorrendo com a tribo dos Canindés, primitivos habitantes dessa região.

Tupinambás

Jurema Sagrada de Caboclo

É  da Aldeia dos Tupinambás


A Jurema de Caboclo da Raiz de Mestre Neto Juremeiro é Reino do Tupã, ou Jurema Sagrada de Caboclo. Sendo esse discípulo da Raiz da Jurema do Mestre Luca que foi consagrado com (6) seis anos de idade pela Mestra Mãe Nasira de Jequié – Bahia (Sempre Presente) que na época já estava com idade avançada.
Mestra Mãe Nazira se consagrou muito nova para o Caboclo da Pedra Preta, dentro da Aldeia dos Tupinambás, por um Pajé
Agora  Vamos aprender a saga destes Guerreiros no Brasil os Índios Tupinambás dito por uma descendente viva dos Verdadeiros Donos da Terra e de todo o Litoral Brasileiro.

Tupinambás


O termo tupinambá provavelmente significa “o mais antigo” ou “o primeiro”, e se refere tanto a uma grande nação de índios, da qual faziam parte, dentre outros, os tamoios, os temidos, os Tupiniquins, os Potiguara, os Tabajaras, os Caetés, os Amoipirias, os Tupinás (tupinaê), os Aricobés e um grupo também chamado de Tupinambá.
Os tupinambás como nação dominavam quase todo o litoral brasileiro e possuíam uma língua comum, que teve sua gramática organizada pelos jesuítas e passou a ser conhecida como o tupi antigo.
Tupinambá Escreve sua História de Guerra e Luta dentro do Brasil.

O QUE E SUPRENDENTE NA HISTORIA DO GRANDE CACIQUE TUPINAMBÁ


No Tambor de Mina e relatado pela sua ancestralidade que os Jesuítas batizavam os índios com nomes de santos e ou de pessoas comum, segundo a lei da inquisição os índios era parte com o Demônio não podia se aplicar a lei que esta sendo feita na Europa pelo motivo que os Jesuítas era em pequeno número em vista que todo o Território Nacional só havia os índios.
O Cacique dos Tupinambás foi Batizado como José Floriano, sendo que ele se apresentava como José Tupinambá, tanto que no Tambor de Mina se canta os lírios la chamado de doutrina para José Tupinambá.

TUPINAMBA NA HISTORIA DO BRASIL



1500 -Igaraçu epiak- Os Tupinambás avistam as navegações europeias, e temos contato com os primeiros de peles brancas.
1538 – Ilhéus – Iniciam da construção dos engenhos pelos portugueses e do trabalho escravo e a perca das Terras dos índios Tupinambás, tradição, religião, cultura como um todo.
1558 – Os Tupinambás  começa reagir contra o trabalho escravo e usurpação das terras, destruindo os canaviais e os povoados Existiam ainda muitas aldeias livres.  É muitos Os Tupinambás não catequizados.
1558/1559 – O massacre dos Os Tupinambás, comandado pelo então Governador geral Mem de Sá.
1559 – Os Tupinambás são obrigados a reconstruir os engenho e trabalhar como escravos como pagamento de tributo à coroa Portuguesa. 

FINAL DO SECULO XVI


Aymorés dominavam A região de Ilhéus.
Os jesuítas catequizam Os Tupinambás

INICIO DO SECULO XVII 


Decadência dos engenhos de açúcar e toda a economia colonial da região. Os Tupinambás são libertados da escravidão dos engenhos. E com isso ganha uma autonomia maior no território. 

SEGUNDA METADE DO SECULO XVII 


Os Jesuítas aumentam  sua presença em Ilhéus. Reúne os índios no engenho de Santa Ana e na aldeia da Praia de Batuba, (N.Sra da escada).
1692 – O Governador geral recebe as lideranças da aldeia para dialogo de convencimento da construção da Igreja e mudança dos Os Tupinambás para outro lugar.
1698 – Visita do Arcebispo da Bahia, D.João Franco de Oliveira para ver o nível de catequização Os Tupinambás.

INICIO DO SECULO


Construção da Igreja N.Sra da Escada.
1717 – Revolta dos Os Tupinambás à missão dos Jesuítas.
1817/1819 (INICIO SÉC.19) – O modo de vida dos Os Tupinambás dessa época.
TERRA – OLIVENÇA é terra indígena habitada exclusivamente.
Pelos Os Tupinambás  Era uma bela vila, com belas arvores (como até hoje tem) lindas praias, rios e riacho com águas fortes e ferruginosas.
Belos recifes. Isso tornava um ambiente saudável.
HABITANTES – Cerca de 1000 habitantes. Era uma gente bela, Saudável e forte, esbelta. Ótimos remadores e nadadores.
Vestiam Roupas leves de algodão. Os parentes já mostravam a influência Da educação jesuítica e eram de natureza pacífica, leal e dócil.
Ocupando as povoações das antigas missões além de palhoças Isoladas ao longo da costa.
MEIOS DE VIDA – Bons agricultores, caçadores, pescadores. Viviam também de uma verdadeira industria de rosários feitos De coco de piaçava, que eram vendidos para Bahia 10 réis cada.
As contas do rosário eram polidas em uma maquina rústica feita Pelos próprios Os Tupinambás. Também faziam esteiras, escovas e cordas De piaçava, assim como chapéu de palha.
As roupas de algodão Dos Os Tupinambás era feita por eles mesmo, de tecido feito na própria aldeia ,faziam também escudos, pentes e outros objetos da Carapaça de tartaruga.
HABITAÇÕES – As casas era cobertas de palhas de ouricanas E fibra de piaçava (colocadas nas cumeeiras como proteção da Chuva).
As casas de OLIVENÇA eram construídas em fileiras Na encosta do morro com vista para o mar.
ALIMENTAÇÃO – Era baseado na pesca, na caça e nos cultivos De mandioca e do milho e só faziam o suficiente para seu sustento.
1817/1819 (INICIO DO SEC.19)  Depois da escravidão e de todos massacre, os parentes Os Tupinambás viveram em certa tranquilidade.
Simples porem saudáveis. Tínhamos o domínio da terra.
1850 – Perda da liberdade e da autonomia devido à interferência das autoridades e a exploração de madeiras por brancos gananciosos.
1865/1870 – Nossos parentes, como muitos outros indígenas, são obrigados a lutar contra o Paraguai, sob o titulo de “voluntário da pátria”.
Olivença perde a autonomia e passa a fazer parte de Ilhéus.
1870/1880 – Inicio da exploração de cacau, o que levaram muitas mortes dos índios  Aymorés (Pataxó,Camacã e Guerém) pois muitas matas foram extintas para o plantio de cacau.
Os agricultores presenteavam Os Tupinambás com roupas contaminadas com doenças e praticavam o envenenamento dos rios.
Nesse período OLIVENÇA tornava-se alvo de interesse de ricos Agricultores.
1914/1915 – Brigas políticas pela administração de OLIVENÇA, manipuladas por elites de Ilhéus.
1922 – A associação dos comerciantes de Ilhéus decide através de carta enviada a Salvador, inicia a construção do rio CURURUPE, para ligar Ilhéus a OLIVENÇA.
1926 – Primeira revolta nossa contra a intrusão do povo (não índios) em nossa terra através da construção da ponte do CURURUPE,esse fato histórico ficou conhecido popularmente como a “REVOLTA DO CABLOCO MARCELINO”.
A organização dos Os Tupinambás há alguns anos atrás e em 2001 vieram o reconhecimento étnico e hoje lutamos pela demarcação de terras, e preservação da nossa raiz e tronco,da cultura e costumes.
Sabemos das dificuldades, pois como todos os índios do nordeste, mantiveram contato com os não indios por tempo
Muito prolongado, desde 1550, e que gerou uma miscigenação.
A perca da cultura dos Os Tupinambás foi muito grande.e hoje estão restaurando o
Que quase foi perdido e com fé em TUPÃ

(Esse texto foi escrito por uma descendente dos Os Tupinambás que tem o seu nome de Jaborandy Tupinambá)

Ubirajara

O SENHOR DA LANÇA

Ubirajara o Guerreiro do Outro Mundo


As Histórias do Índio Ubirajara e Iracema no Ceará, e uma narração de José de Alencar, alguns personagens são fictícios, porem são reais as suas trajetória, tanto que são encantados que acosta (manifesta) nas Gira da Jurema Sagrada e Tambor de Mina em geral no espiritismo.
Vamos concluir que o espiritismo e o respeito e amor pela natureza, e que as águas são o elemento do princípios do homem desde do ventre de sua mãe a sua morte.
O Caboclo Ubirajara é um encantados dos TUPI.
O RIO ARAGUAIA (Rio das Araras Vermelhas em Tupi) é um rio brasileiro que nasce no estado de Goiás, na Serra do Caiapó, próximo ao Parque Nacional das Emas.
Este rio faz a divisa natural entre os estados de Mato Grosso, Goiás, Tocantins, Maranhão e Pará.
Possui uma extensão de 2.114 km é considerado um dos mais piscosos do mundo.
O pôr do sol visto das margens do Rio Araguaia é uma das images mais belas captadas por turistas e veículos de comunicação.
Mas não é difícil também ver botos subindo rapidamente para respirar, gaivotas, mergulhões, jacarés e até cardumes de peixes subindo o rio durante a piracema – período em que é proibida a pesca de qualquer espécie.
Já três espécies são proibidas de serem pescadas em qualquer época do ano: pirarucu, pirarara e filhote.
Na Amazônia, estão sendo desenvolvidos projetos de criação do pirarucu em cativeiro. Na natureza, sua pesca é proibida.
map-araguaia
O RIO ARANGUAIA DESÁGUA NO PARA NO REINO DAS ÁGUAS CLARAS E OU REINO DE RIO VERDE, ONDE MORA OS ESCANTADOS. TAIS COMO UBIRAJARA, IRACI, JANDIRA, JACANÃ ETC.

O Rio Tocantins (Bico de Papagaio em dialeto Tupi) é um rio brasileiro que nasce no estado de Goiás, passando logo após pelos estados do Tocantins, Maranhão e Pará, até chegar na foz do Rio Amazonas, aonde este desemboca as suas águas.
Após a união dos rios Maranhão e Paranã entre os municípios de Paranã e São Salvador do Tocantins (ambos localizados no estado do Tocantins), o rio passa a ser chamado definitivamente de Rio Tocantins.
Durante a época das cheias, seu trecho navegável é de aproximadamente 2000 km, entre as cidades de Belém – PA e Lajeado – TO. O Rio Tocantins é o segundo maior rio totalmente brasileiro (perde apenas para o Rio São Francisco), e também pode ser chamado de Tocantins Araguaia, após juntar-se ao Araguaia na região do “Bico do Papagaio”, que fica localizada entre o Tocantins, o Maranhão e o Pará.
É no vale do médio e baixo Rio Tocantins que se encontrava a maior concentração de castanheiras da Amazônia.
O Reino das ÁGUAS CLARAS, e a junção de todos os grandes Rios do Brasil no Grão Para.
A partir da Ilha do Marajó e onde se encontra a marítima e o único mar de águas Doce do mundo pelo Grande volume de água do amazonas que deságua no Mar.
Mestre Neto Juremeiro “Consagrado para o Príncipe do Reino das Águas Claras Pajé Rio Verde”

UBIRAJARA

O SENHOR DAS LANÇAS DO PEITO DE AÇO.



 O jovem caçador Araguaia, Jaguarê, procura em terras alheias um inimigo para desafiar e combater.
_ Levando um prisioneiro para sua taba ele conseguirá seu título de guerreiro.
_ Ao contrário do que esperava, encontra uma índia Tocantim, filha do chefe, de nome Araci.
_ Ela diz que em sua nação há cem guerreiros que vão disputar seu amor.
_ Jaguarê é convidado a alistar-se entre eles, mas prefere dizer à virgem que mande todos seus pretendentes para combatê-lo.
_ Após a partida de Araci, aparece um índio tocantim, Pojucã, que aceita o desafio de Jaguarê.
_ O índio Araguaia vence e aprisiona o guerreiro Tocantim com sua lança, intitulando-se a partir de então, Ubirajara, o senhor da lança.
_ Ubirajara deixa o prisioneiro em sua taba, dando-lhe como esposa do túmulo a jovem Jandira, que até aquele instante era sua noiva. Em seguida, parte o guerreiro para a nação dos Tocantins.
_ Jandira não aceita ser esposa de outro que não Ubirajara e foge para a floresta.
_ Ubirajara chega à taba de Araci e, como a lei da hospitalidade permite, não se identifica, adotando o nome de Jurandir, o que veio trazido pela luz.
_ Compete com os demais e ganha o direito de casar-se com Araci, mas antes da noite nupcial é obrigado a identificar-se. Cria-se uma situação constrangedora, pois seu prisioneiro é irmão de Araci.
_ Declara-se a guerra. Ubirajara liberta Pojucã para que possa lutar ao lado de seu povo.
_ Quando os Araguaias vão atacar, surgem Os Tapuias que, por justiça, têm o direito de guerrear antes dos Araguaias, que devem esperar.
_ O chefe dos tocantins, Itaquê, vence o chefe Tapuia, mas fica cego, não podendo liderar seu povo.
_ Para sucedê-lo, os guerreiros devem dobrar seu arco e atirar como ele. Como os guerreiros de seu próprio povo não conseguem, convidam Ubirajara a fazê-lo.
_ O guerreiro Araguaia, genro de Itaquê, consegue com tal destreza e força que emociona o velho Itaquê.
_ Assim, Ubirajara une os dois arcos e as duas nações, Araguaia e Tocantim, dando origem à grande nação ubirajara.
_ Como prêmio, ganha também duas esposas: Araci e Jandira.

O tempo cronológico, remonta a ação ao século XV, o que pode ser determinado pela ausência do homem branco. O romance organiza-se, em seus nove capítulos, de forma linear, cronológica, em tempo anterior a 1500, na região do Tocantins.

A narrativa apresenta a natureza selvagem como espaço privilegiado, com a maior parte das ações desenvolvendo-se na região interior e selvagem de um Brasil primitivo e edênico.
A natureza é o único componente espacial deste pequeno romance. Selvagem, hostil ou acolhedora, ela representa o espaço ainda inalcançado pelo homem branco, por se tratar de romance pré-cabralino. Há, ainda, o espaço das aldeias, povoado por criaturas selvagens, porém cheia de princípios éticos.

I. O caçador – Jaguarê sai de sua taba em busca de um inimigo para conseguir o titulo de guerreiro. Pelas margens do grande rio Tocantins caminha o jovem caçador Jaguaré à procura de um adversário a quem possa desafiar.
É que ele quer transformar-se em guerreiro de sua tribo e precisa de um adversário à altura do feito. Há três dias está na imediação da tribo dos Tocantins, tribo inimiga , chefiada por Itaquê.
Jaguaré vê, então, Araci, “a filha do dia”, que tal como uma corça veloz atravessa a campina.
Ao identificar a moça, o guerreiro fica decepcionado porque está à espera do inimigo com quem lute, rito pelo qual deve passar – e vencer – o guerreiro.
Pela indumentária e adereços, Jaguaré identifica em Araci uma virgem que ainda não foi possuída por nenhum guerreiro. E é advertido por ela.
Jaguaré diz ter soltado seu grito de guerra e observa que pisa aqueles campos “como senhor” e pede à Araci, que agora diz ser sua prisioneira, que avise os guerreiros da tribo para que venham com ele lutar.
Araci considera que ele deveria disputá-la como o fazem os homens da tribo, mas o caçador avisa que tem quem o aguarde para esposa e desafia os guerreiros para a luta.
Pojucã , guerreiro temido, atendendo o apelo de Jaguarê, e ambos se apresentam.

_ E se inicia o combate. Ambos resistem, experientes e capazes de demonstrar maior fortaleza física. Por fim, Jaguaré vence o combate, fere com sua lança de duas pontas o guerreiro no peito e o aprisiona, obrigando-o a ir com ele à aldeia e relatar o combate.
Mas antes de ir, muda seu nome, soltando um grito de triunfo:

_ "Eu sou Ubirajara, o senhor da lança, o guerreiro invencível que tem por arma a serpente. Reconhece o teu vencedor, Pojucã, e proclama o primeiro dos guerreiros, pois te venceu a ti, o maior guerreiro que existiu antes dele.”

II. O guerreiro – Jaguarê, tendo vencido Pojucã, adota o nome guerreiro de Ubirajara, senhor da lança. A taba dos Araguaias está em festa para receber seu mais novo guerreiro, filho de Camacã, “maior chefe dos Araguaias”, líder que ostenta ainda, em frente aos anciãos , o grande arco ornado depenas vermelhas, conquista da juventude que já perdeu.
Pojucã narrou também a sua história, exaltou os feitos do Araguaia o que facilitou a aceitação do filho de Camacã como guerreiro. Depois, Ubirajara empunhou o arco do pai foi empunhado por ele. Era agora seu substituto como “o mais forte dos guerreiros” daquela tribo.
A Pojucã coube a glória de ter seu nome lembrado junto ao do guerreiro que o vencera.

III. A noiva – Jandira, noiva de Ubirajara, espera por ele, mas o herói não a procura. Pior que isso, ele a entrega como esposa do túmulo ao seu prisioneiro. Informa seu povo de sua intenção e parte em busca de Araci, filha do chefe da nação tocantim. Jandira, a doce filha de Magé, mal raiou o dia saltou da rede que embalara os seus sonhos de virgem e, acreditando ser a última noite que passara na cabana de seu pai, esperava Jaguaré buscá-la.

_ Mas Ubirajara sonha, enquanto isso, com Araci. Ela lhe avisa em sonhos de que os guerreiros Tocantins se preparam para tomá-la como esposa. Convida-o para partir se não quiser chegar tarde.
O guerreiro Araguaia desperta em meio ao sonho e, depois, buscando nele refugiar-se mais uma vez, deixa seu pensamento tomar rumo ao grande rio.
Jandira vai achá-lo pouco depois na mata e pergunta o que aconteceu com ele. É surpreendida pela resposta: a tristeza tinha entrado no coração do guerreiro, “que não sabe mais dizer-te palavras de alegria, linda virgem.”
Dizendo que o guerreiro não poderia achar para si esposa mais fiel, Jandira tenta aparentar alegria , mas soube que o amor de Ubirajara tinha abandonado o seu.
Enquanto isso, Pojucã amargava a derrota e o fato de ser prisioneiro. Podia fugir, mas isso seria comprovar sua desonra. Quando Ubirajara se aproximou da cabana do vencido, ouviu dele o pedido de que o matasse, porque ele estava para sempre desonrado.
Então Ubirajara chama os guerreiros e dá-lhe como “esposa do túmulo” Jandira, “que tem no seio os doces favos da abelha.”
E parte, prometendo voltar para matar o guerreiro Tocantim.
Jandira e Pojucã ficam a sós e ela lhe diz que jamais seria esposa dele.
Que se Ubirajara não a quisesse, não seria de mais ninguém, preferindo a morte.
Pojucã diz que ela poderia gerar um filho dele, tão forte e valente como o pai. Mas a jovem foge dele, senta-se depois no meio da floresta, e tristemente canta. Reunido o conselho de anciãos, Ubirajara comunica que vai partir e que, ao voltar na próxima lua, matará o inimigo.

IV. A hospitalidade – Incógnito, usando o nome Jurandir, Ubirajara hospeda-se na taba dos tocantins. Ubirajara vai ao encontro de Araci; ao chegar lá, o guerreiro vigia tocou o aviso . Os guerreiros que para lá acorreram deixaram-no passar, sem indagar donde vinha , e nem o que o trouxera.
Itaquê é pai de Araci, a linda estrela do dia que Jaguarê busca. Itaquê manda que preparem o cachimbo da paz, para que ambos fumem juntos e, depois, os cantores da aldeia entoam a saudação da chegada.
Enquanto os homens cantam, Jacamim, a esposa de Itaquê, chama as outras amantes do grande chefe a fim de que a ajudem a preparar o banquete da hospitalidade. Depois de conduzido à sombra da gameleira, junto aos guerreiros, foi servido com muita abundância, com vinho de caju e ananás.
Depois que as mulheres recolheram os restos e se retiraram, Itaquê disse que escolheria o nome que o guerreiro usaria enquanto ali estivesse.
Muitas foram as sugestões, mas, finalmente, Ubirajara escolheu um nome para si: “Eu sou aquele que veio trazido pela luz do céu. Chama-me Jurandir.”
Foi nesse momento que Araci apareceu por entre as palmeiras e se encaminhou para a cabana. Os guerreiros a acompanhavam e eram servos de seu amor. Disputavam todos a beleza da virgem e com ela pretendiam casamento. Araci reconheceu-o imediatamente e soube que ele viera sem seus ornatos Araguaias para disputar com os outros o seu amor. Não cabia a ela dizer quem ele era, sequer revelar o segredo. Apenas sentiu a alegria dentro do coração.

_ Jurandir fala de si e de seus feitos e Araci canta para ele. Após isso, Jurandir declara: ” – As moças Tocantins são formosas; qualquer delas alegraria o sono do estrangeiro. Mas Jurandir não veio à cabana de Itaquê para gozar do amor de uma noite; ele velo buscar a esposa que há de acompanhá-lo até à morte, e a virgem que escolheu para mãe de seus filhos.” E pediu à Araci que o conduzisse à cabana de Itaquê, onde pretendia revelar o segredo que o conduzira até ali.
Disse a ela que sonhara com seu chamamento e que ele o fizera vir até a sua presença.

V. Servo do amor – Jurandir, isto é, Ubirajara, revela sua verdadeira intenção e é aceito na casa de Itaquê para servi-lo e adquirir o direito de combater pela mão de Araci.
Os guerreiros que estavam cativos da beleza de Araci sabiam que teriam trabalho com o pretendente. Jurandir desceu para o rio e se encarregou de pescar um peixe gigantesco que levou vivo à cabana de Itaquê; depois, caçou uma grande anta ( tapir) e levou-a viva, depositando-a aos pé de Araci.
Nenhum guerreiro conseguiu segurar o animal e seus ímpetos, mas ele, Ubirajara o fazia sem esforço. Quando obrigou o animal a agachar-se diante de sua amada , disse para que todos ouvissem: “- o braço de Jurandir fará cair assim a teus pés o guerreiro que ouse disputar ao seu amor a tua formosura, estrela do dia.”
A partir daí, tratou de deixar a cabana do chefe dos Tocantins muito bem sortida da melhor comida; caçador e pescador, isso era fácil para ele. Depois da caça e da pesca, trabalhava prazerosamente nas roças do pai de Araci.
Enquanto isso, a amada de Jurandir tecia a franja da rede para o casamento. No banho, os guerreiros e a virgem se encontravam. E ela nadava muito bem. E é no banho que começa, sem que os outros vejam, a dar preferência a Jurandir.
Enquanto Araci busca penas vermelhas , mel e guaraná para o seu amado no meio da floresta, eis que ele surge trazendo uma mulher que segurava pelo braço e que trazia na mão uma faca afiada.
Araci reconheceu a virgem Araguaia pela faixa de algodão entretecida de penas, e adivinhou que era Jandira, a noiva abandonada de Jaguarê. As duas virgens ficaram a sós e se olharam. Jandira reconheceu que não tinha a beleza de Araci. Araci canta para Jandira, e entre as frases que canta ressalta-se seu desejo de que ela seja sua escrava, que o amor do guerreiro Araguaia era dela, Araci, e que ela deixaria Jandira dormir com o seu guerreiro quando a beleza deixasse de existir. Jandira diz, então, que prefere morrer a ser escrava de Araci e “de ver a cada instante a formosura estrangeira que roubou seu amor.” Acusa Araci de não saber amar o guerreiro adequadamente. E acrescenta que jamais Jandira ofereceria a rede a outra mulher.

VI. O combate nupcial – Jurandir compete com os demais e ganha o direito de casar-se com Araci. Começa a festa guerreira para escolher o esposo de Araci; entre todas as festas, esta é a única que as mulheres podem marcar presença, segundo o rito de Tupã. A grande nação dos Tocantins cerca toda a campina e no meio estão os anciãos. Aparece Araci, “a estrela do dia, que há de ser o prêmio da constância e fortaleza do mais destro guerreiro.” Jacamim acompanha a filha e se lembra do tempo em que Itaquê a conquistou e brigou por ela com os guerreiros mais fortes da tribo. Está armada a festa; Itaquê está orgulhoso como pai.
E começam os cantos nupciais. Ao comando de Itaquê, começaram os combates. Os guerreiros se esforçam ao máximo para conseguir ganhar e sucediam-se as provas. Ms Jurandir saiu-se vencedor em todas elas. O pajé levantou a tampa de um vaso e Jurandir colocou lá a mão. Era mais uma prova .
Havia ali, colocado por Itaquê, um formigueiro de saúvas pronto a devorar a primeira presa. Mas Jurandir, fitando Araci, sorria feliz. Tanto picaram o guerreiro (e este enquanto isso cantava para a amada!) que foi preciso quebrar o vaso para retirar-lhe de lá a mão. Mas o grande pajé esfregou na pele do guerreiro o suco de uma erva e a dor e a inchação logo desapareceram. A última prova era a da corrida. Araci deveria vencê-lo e Jurandir sabia que poderia fazê-lo, caso quisesse, mas tornou-se o vencido e , ao término da corrida, tomou-a nos braços e levou-a para “a cabana de amor”que tinha construído perto do rio. Mas antes que transpusesse a porta, chegaram os guerreiros com um recado de Itaquê: ele tinha que dizer quem era, porque ninguém da taba o conhecia.

VII. A guerra – Ao identificar-se, Ubirajara cria um conflito complicado: seu prisioneiro de guerra, a quem deve matar, é seu cunhado. Declara-se a guerra entre Araguaias e Tocantins. Itaquê o esperava sentado na cabana, junto com os anciãos.
Jurandir entrou, Araci ficou na porta, orgulhosa do marido. Itaquê arquejou, e lamentou que estivesse frente a frente com o matador de seu filho Pojucã; tinha, no entanto, que respeitar a lei da hospitalidade e tratá-lo com dignidade e respeito.
Mas Pojucã não estava morto, todos desconheciam isso. Jacamim, mãe de Pojucã e de Araci nega-se a chorar na frente do guerreiro. Itaquê troca com ele a fumaça da despedida, mas avisa que assim que ele sair dos seus domínios, mil guerreiros ou mais irão ao seu encalço e vingar-se-ão dele pelo mal praticado.
Ubirajara foi até os limites da aldeia e, depois, apagou no chão o vestígio de seus passos. Embora Araci queira estar com ele, o guerreiro não aceita, dizendo que se Itaquê “respeitou a lei da hospitalidade no corpo de Ubirajara;
_ Ubirajara não deixará a traição na terra estrangeira.” E quando o marido partiu, Araci foi para a cabana, fechou a porta e cantou sua tristeza. Ubirajara partiu para sua tribo e, depois de dois dias de viagem, lá chegou e convocou os guerreiros para a guerra com o que pretendia ter de volta Araci.
Manda chamar Pojucã e pede que ele vá para os seus. E, então, com o apoio do pai e dos guerreiros, preparou-se para a guerra. Mas quando Ubirajara se aproximou dos campos dos tocantins, viu que uma nação tapuia se preparava para assaltar a tribo de Itaquê.
_ Ubirajara mandou entre eles um arauto, pedindo que “encostem o tacape de guerra”. Mas recebe como resposta a informação de que “Cranicã veio trazido pela vingança. Pojucã, um dos chefes tocantins, penetrou na sua taba e incendiou a cabana do pajé, que foi devorado pelas chamas.” Ubirajara reconhece que Itaquê deve enfrentar a guerra que Pojucã buscara. Ubirajara manda um recado a Itaquê e diz o que está acontecendo. Observa que o coração dele é de Araci e que se Itaquê aceitar, ele combaterá ao seu lado.

VIII. A batalha – Quando Ubirajara vem com seu povo, os Tocantins são atacados pelos tapuias. Um curumim Tapuia cega o velho chefe Tocantim. Os tocantins ficam sem liderança. A um lado da imensa campina move-se a multidão dos guerreiros tocantins, do outro lado, a multidão dos guerreiros tapuias.
As duas nações se estendem como dois lagos formados pelas grandes chuvas, que se transformam em rios e atravessam o vale. Os dois povos esperavam a batalha; Itaquê achou-se frente a frente com Canicrã; dez vezes tinham combatido e em nenhuma tinha havido um vencedor e talvez fosse preciso que um deles morresse para que possível fosse quebrar a fecha da paz entre as nações. “Quando os dois chefes se encontraram, os guerreiros ficaram imóveis, contemplando o pavoroso combate. “Ubirajara contemplava tudo de longe, imaginando o quanto seria feliz se pudesse enfrentar em combate a ambos.
Pahã, filho mais novo de Canicran, assiste a tudo e, quando vê Itaquê desferir um golpe contra o pai, solta duas flechas em direção ao chefe tocantim e cega-lhe os dois olhos. O menino foge, mas é alcançado por um guerreiro e , aprisionado, é levado na manhã seguinte, por Ubirajara, à frente de Itaquê. Levou-o para ser escravo do velho chefe, mas Itaquê recusa a oferta e liberta o garoto. Itaquê pede ao filho Pojucã que envergue o seu arco, que assuma seu lugar de líder. Mas, ao fazê-lo durante uma reunião com os inimigos, Pojucã, sem pensar no que fazia como afronta, dispara a flecha em direção à cabeça de um chefe Tapuia, cravada na estaca, à entrada da taba.
Pojucã, chegou, então, à conclusão de que o filho era imatura e não merecia a chefia.

IX. União dos arcos – Ubirajara consegue dobrar o arco de Itaquê, tornando-se o novo chefe da nação de Pojucã e Araci. Une ao arco do chefe cego o seu próprio arco, herdado de seu pai, simbolizando assim a união das duas bravas nações. Os tocantins estavam sem chefe: Itaquê cego e Pojucã, seu único filho, incapaz de empunhar o arco de chefe. Itaquê lamenta não poder combater sem a luz dos olhos. Um mensageiro de Itaquê o precedera no campo dos Araguaias; levado por Araci. Ubirajara ficou feliz ao ver a esposa e saúda o sogro dizendo que o combateria, se ele estivesse trazendo a guerra e o abraçaria, se trouxesse a paz. E o velho chefe tocantim pede ao guerreiro que tome a frente das batalhas.
E Ubirajara, feliz, vai ao combate em nome das duas tribos. Ao final, rompe a liga de Araci e leva-a para a cabana do amor. Após os combates, Ubirajara fica com as duas mulheres: Araci e Jandira. A tribo dos Araguaias e dos Tocantins formaram uma única nação, que tomou o nome do herói: Ubirajaras.
_ UBIRAJARA, Aparece com o nome de Jaguarê, guerreiro da tribo dos Araguaias, antes de se tornar “o senhor da lança”, Ubirajara e chefe de sua tribo em substituição ao pai, depois de ter vencido Pojucan. Quando vai servir Itaquê para obter como esposa Araci, o nome adotado por ele entre os Tocantins é Jurandir.
Jandira, virgem Araguaia, filha de Majé, prometida de Jaguarê, mas por ele desprezada quando se torna guerreiro. A noiva desprezada tenta matar a rival, mas é surpreendida por Ubirajara que a entrega como escrava a Araci.
Esta, afinal, entrega-a ao guerreiro como segunda esposa, considerando isso justo já que ele uniu os arcos das duas nações. Inicialmente, Jandira era da opinião de que não se deve dividir o marido, mas no final da narrativa aceita a proposta de Araci, dividindo com ela o amor de Ubirajara.
Araci, a estrela do dia, virgem filha do chefe tocantim, Itaquê, conquistada por Ubirajara, que é obrigado a lutar, e vencer todos os outros pretendentes. Araci aceita dividir o esposo com outras, conforme tradição de seu povo.
Pajucã, cujo nome significa “eu mato gente”, é guerreiro Tocantim, filho de Itaquê, irmão de Araci. Guerreiro forte e invencível até conhecer Ubirajara, de quem se torna prisioneiro.
Itaquê, pai de Araci e Pojucã, velho chefe dos tocantins.
Jacamim, mulher de Itaquê, mulher que não exige exclusividade no amor, conforme a tradição de seu povo. Assim, como em outros povos, é ela quem planta, como também as outras mulheres casadas, pois, segundo suas crenças, a mulher transmite à terra sua própria fertilidade, possibilitando melhores colheitas do que se as sementes fossem plantadas pelos homens ou pelas virgens.
Camacã, pai de Ubirajara.
Canicran, terrível chefe dos tapuias, vencido por ltaquê, que rompe sua cabeça em dois pedaços como se fosse um coco.
Pahã, cujo nome significa “a seta”, é o filho mais moço do chefe tapuia, Canicran. Importante para o relato, pois é ele quem cega com duas flechadas o velho chefe Itaquê. A sua função na estruturação da trama é fácil de ser percebida, deixar a nação tocantim sem o líder para que Ubirajara possa assumir o posto e unir as nações Araguaia e Tocantim.